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domingo, 21 de junho de 2009

Kindle: uma nova plataforma?

Muito se ouve e fala sobre o futuro do jornalismo, mas poucos querem arriscar algum tipo de previsão a respeito, como se os próximos anos fossem uma nebulosa insondável que todos temem enfrentar.

Prevendo a extinção dos jornais impressos argumenta-se com:

1. A alta do preço do papel
2. O alto custo de distribuição
3. O entusiasmo dos jovens com o conteúdo digital
4. A natureza gratuita da internet

Contra a visão apocalíptica já se apontou:

1. A impossibilidade da internet de financiar a produção de conteúdos mais completos
2. O caráter mais analítico e interpretativo do jornal impresso
3. A credibilidade única dos impressos
4. A necessidade "fetichista" dos leitores de ter o papel em suas mãos

É impressionante que nos argumentos mais comuns do debate não conste o desenvolvimento de novas tecnologias que permitam conciliar, senão todos, a maioria dos paradoxos envolvidos.
Um caso interessante é o Kindle, um dispositivo eletrônico de leitura disponível nos Estados Unidos e alguns países da Europa.

Além de poder ser sincronizado para conter dezenas de livros, o usuário do Kindle baixa diariamente via wireless jornais como o The New York Times e o The Washington Post, revistas como a TIME e a Newsweek e até mesmo blogs. Por esse equipamento, pode-se ter acesso ao conteúdo denso e analítico dos jornais em um meio portátil e de forma imaterial (que, portanto, não gasta papel). O contato físico com o Kindle também alivia em partes o "fetichismo" dos leitores pelos jornais.

Por cada download feito cobra-se um preço fixo, determinado antes da compra, como um iTunes da leitura, solucionando o problema da distribuição e a complicação da cobrança por conteúdo digital. Como a telefonia celular, o Kindle funciona pela tecnologia 3G, não dependendo de conexão com a internet. O leitor pode assim baixar arquivos de qualquer lugar com cobertura wireless.

Mas na equação que alia o Kindle à possibilidade de veicular a produção jornalística ainda falta um termo: a publicidade. Se um Kindle puder, no futuro, em um display de tela otimizado, mostrar uma página de jornal/revista da forma como é impressa, e não apenas o texto e figuras em baixa resolução, a publicidade pode ser mostrada também. Outras linguagens de comunicação visual ainda podem ser desenvolvidas para dar conta da plataforma.

Não necessariamente esta marca de aparelho pode vir a fazer sucesso, mas podem surgir outras melhores. Enfim, o interessante é uma plataforma que consiga aliar o conteúdo da internet com o produto elaborado dos impressos digitalizado e comercializado a preços razoáveis. Se a essência dos jornais é só papel, eles tem uma boa chance de desaparecer. Mas se eles são realmente diferentes da internet pelo seu conteúdo denso e analítico, nenhuma redação vai deixar de existir por causa da digitalização.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Menininhos e Menininhas....

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O craque na berlinda

"FUTEBOL!", gritou o público quando Mônica Bergamo perguntou ao Fenômeno sobre sua vida pessoal. Hoje, na Sabatina da Folha de S. Paulo com o craque, a colunista do jornal quis saber mais detalhes sobre seu episódio com travestis, e se ele se chateara com a abordagem midiática do caso. 

Nenhum ou pouco desconforto, porém, parece ter atingido Ronaldo. "O jornalista que fala mal da minha vida pessoal tem espaço na mídia, mas o que o público quer mesmo ouvir é a minha versão dos fatos. E o importante é que eu me arrependi", disse. 

Entre outras perguntas espinhosas de Bergamo apareceram: "Você se droga, ou já se drogou?" e "Qual é o valor do seu patrimônio?" Suas intervenções foram recebidas com vaias e reclamações da platéia, praticamente unânime em defender o jogador. 

Além do carisma e da boa articulação verbal, outro motivo mencionado pelo próprio Ronaldo explica seu sucesso com o público. "O Brasil é tão carente de heróis que os jogadores de futebol têm que preencher esse vazio", interpretou. Faça o que fizer, o Fenômeno será sempre idolatrado por ter tal profissão.

Mas se é para ser assim, o Brasil não podia pedir herói maior. Como ressaltou Clóvis Rossi, Ronaldo é o "cara que fez mais gols na história das Copas do Mundo", e o único jogador do mundo a fazer 2 gols numa partida de 2x0 numa final da Copa, segundo Juca Kfouri. Desse ídolo o Brasil perdoa tudo. Até a final do campeonato de 98.

 
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