"FUTEBOL!", gritou o público quando Mônica Bergamo perguntou ao Fenômeno sobre sua vida pessoal. Hoje, na Sabatina da Folha de S. Paulo com o craque, a colunista do jornal quis saber mais detalhes sobre seu episódio com travestis, e se ele se chateara com a abordagem midiática do caso.

Nenhum ou pouco desconforto, porém, parece ter atingido Ronaldo. "O jornalista que fala mal da minha vida pessoal tem espaço na mídia, mas o que o público quer mesmo ouvir é a minha versão dos fatos. E o importante é que eu me arrependi", disse.
Entre outras perguntas espinhosas de Bergamo apareceram: "Você se droga, ou já se drogou?" e "Qual é o valor do seu patrimônio?" Suas intervenções foram recebidas com vaias e reclamações da platéia, praticamente unânime em defender o jogador.
Além do carisma e da boa articulação verbal, outro motivo mencionado pelo próprio Ronaldo explica seu sucesso com o público. "O Brasil é tão carente de heróis que os jogadores de futebol têm que preencher esse vazio", interpretou. Faça o que fizer, o Fenômeno será sempre idolatrado por ter tal profissão.
Mas se é para ser assim, o Brasil não podia pedir herói maior. Como ressaltou Clóvis Rossi, Ronaldo é o "cara que fez mais gols na história das Copas do Mundo", e o único jogador do mundo a fazer 2 gols numa partida de 2x0 numa final da Copa, segundo Juca Kfouri. Desse ídolo o Brasil perdoa tudo. Até a final do campeonato de 98.