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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tava demorando


Era uma vez uma pirralha chamada Maisa. Ela nascera para brilhar. Aos sete anos de idade já apresentava programas de TV para outros pirralhos e participava eventualmente de programas de auditório de gente grande. Um dia, ela bateu a cabeça na câmera que a filmava e chorou, muito. Chorou tanto que alguns puderam ver que ali ainda morava uma criança. O Ministério Público, que passa o dia todo vendo TV, resolveu fazer alguma coisa. Acusou a emissora de Maisa, que antes era de um tal de Silvio, de abuso à integridade física e moral. Os pais da pentelha, já cheios de grana, se revoltaram. Afinal, se ela saísse do ar, quem iria comprar o leite das crianças?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cabo de guerra

Paralisação em universidade pública nunca foi novidade. Não surpreende quem está fora do campus e muito menos quem o habitualmente frequenta para estudar, trabalhar ou arrumar uma briga qualquer com alguma entidade burocrática malévola.

O ano de 2007 foi um dos períodos da história da USP em que ocorreram greves. Justo o ambiente universitário, local de reflexão e pensadores, foi palco de ação irracional por parte daqueles que, não tendo uma ditadura para fazer oposição, fazem guerra onde deveria haver diálogo. Ninguém parece ter usado a cabeça ao invadir o prédio da reitoria e começar a defender a suposta autonomia da universidade. Sem questionar aqui se há ou não, de fato, autonomia, o que eles fizeram foi começar mais um problema em vez de resolver os já existentes.

Excetuando-se a questão da verba poder ser direcionada somente para pesquisas de mercado, a universidade tem sim que prestar contas ao governo. Mas quem, dentre os manifestantes, está realmente preocupado com as pesquisas? Talvez o processo de R$346 mil nas costas do DCE e do Sintusp, além da demissão do enfático organizador de manifestações, Claudionor Brandão, estejam falando mais alto. E são dois pontos fortes capazes de fazer o tempo fechar ainda mais.

O ano passado foi a prova de que a reitoria, também nada inocente no caminhar da greve, não está disposta a cumprir acordos. Ao contrário do que parece, surge com novas imposições e dificulta ainda mais a chegada de um denominador comum. E o Sintusp também não abre mão de nada. Os dois tomaram medidas erradas e correm em direções opostas.

Até que chegamos em 2009, ano com dois feriados em meio à definitiva paralisação. É como se a semana santa e o dia de Tiradentes estivessem dizendo “é um tempo para vocês pensarem melhor no que estão causando!”. E tomara quem pensem mesmo, porque no final das contas alguém vai ter que ceder e a Universidade vai ter que voltar ao seu ritmo usual de burocracia e funcionamento.

 
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